30 de abril de 2010

«Se alguém Me tem amor, [...] viremos a ele e nele faremos morada.»


Usufruía certo dia, estando recolhida, desta companhia que tenho sempre na alma; e pareceu-me que Deus aí Se encontrava, de tal maneira que me recordei daquelas palavras de São Pedro: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16), porque Deus estava realmente vivo em mim. Esta tomada de consciência não se assemelhava às outras, pois elevava o poder da fé; não se pode duvidar de que a Trindade está na nossa alma com uma presença especial, com o Seu poder e a Sua essência. Espantada por ver tão alta Majestade em criatura tão vil como a minha alma, ouvi estas palavras: «A tua alma não é vil, minha filha, porque foi feita à Minha imagem» (cf. Gn 1, 27).

Noutro dia, meditava nesta presença das três Pessoas divinas em mim, e a luz era de tal maneira viva, que não havia dúvida de que ali estava o Deus vivo, o Deus verdadeiro. [...] Pensei na amargura desta vida, que nos impede de estar sempre em tão admirável companhia e [...] o Senhor disse-me: «Minha filha, depois desta vida não poderás servir-Me como agora. Por isso, quer comas, quer durmas, quer faças outra coisa qualquer, faz tudo por Mim, como se já não te tivesses a ti, mas só a Mim em ti, como proclamou São Paulo (cf. Gal 2, 20).»

Sta. Teresa de Jesus

Fonte: http://www.evangelhoquotidiano.org/

27 de abril de 2010

«As Minhas ovelhas escutam a Minha voz»

"Terás dificuldade em rezar se não souberes como. Temos de nos ajudar a rezar: em primeiro lugar, recorrendo ao silêncio, porque não podemos pôr-nos na presença de Deus se não praticarmos o silêncio, tanto interior como exterior. Não é fácil fazer silêncio dentro de nós, mas é um esforço indispensável. Só no silêncio encontraremos novas forças e a verdadeira unidade. A unidade é o fruto da oração, da humildade, do amor.

(...)
O silêncio faz-nos ver cada coisa de modo diferente. Necessitamos do silêncio para tocar as almas dos outros. O essencial não é o que dizemos, mas o que Deus diz - aquilo que nos diz, e o que diz através de nós. No silêncio, Ele ouvir-nos-á; no silêncio, falará à nossa alma, e ouviremos a Sua voz.
"

Beata Teresa de Calcutá

26 de abril de 2010

Jovens da Benedita passam a noite com Jesus


Os jovens da paróquia da Benedita ficaram em adoração ao Santíssimo Sacramento na noite de 24 para 25 de Abril, das23.00 h às 3.00h. Neste tempo, coração a coração com Jesus os jovens suplicaram do Senhor o dom de vocações para a sua Igreja e rezaram pela fecundidade da Viagem Apostólica de Bento XVI a Portugal.

Segue-me!


Também hoje somos seguidores de Jesus.
O seguimento não consiste em primeiro lugar
em aprender e em ensinar os ensinamentos de Jesus.
O seguimento de Jesus não é ideologia,
não é moralismo ou mera imitação de condutas:
essas foram desde o princípio as tentações cristãs básicas.

Que é seguir? É ter com Jesus uma relação estreita.
É que a sua memória e a sua presença estejam muito vivas em nós.
É fazer da sua fé a nossa fé,

e fazer da sua esperança a nossa esperança.

É apropriar-nos dos seus critérios,

das suas atitudes e da sua conduta,
adequando-as ao nosso tempo.

José Arregi

23 de abril de 2010

O Testemunho suscita vocações


Senhor da messe e pastor do rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
o teu forte e suave convite: "Vem e segue-Me!"

Derrama sobre nós o teu Espírito:
que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho
e generosidade para seguir a tua voz.


Senhor, que a messe não se perca por falta de operários.
Desperta as nossas comunidades para a missão.
Ensina a nossa vida a ser serviço.

Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.

Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade dos nossos bispos,
padres e ministros.

Dá perseverança aos nossos seminaristas.
Desperta o coração dos nossos jovens
para o ministério pastoral na tua Igreja.

Senhor, da messe e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço do teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder "sim".

Amen.

O testemunho suscita vocações


(...) O testemunho suscita vocações. De facto, a fecundidade da proposta vocacional depende primariamente da acção gratuita de Deus, mas é favorecida também – como o confirma a experiência pastoral – pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal e comunitário de todos aqueles que já responderam ao chamamento do Senhor no ministério sacerdotal e na vida consagrada, pois o seu testemunho pode suscitar noutras pessoas o desejo de, por sua vez, corresponder com generosidade ao apelo de Cristo.

(...) Elemento fundamental e comprovado de toda a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada é a amizade com Cristo. Jesus vivia em constante união com o Pai, e isto suscitava nos discípulos o desejo de viverem a mesma experiência, aprendendo d’Ele a comunhão e o diálogo incessante com Deus.(...)

Outro aspecto da consagração sacerdotal e da vida religiosa é o dom total de si mesmo a Deus. (...) Os discípulos são convidados a entrar na mesma lógica de Jesus que, ao longo de toda a sua vida, cumpriu a vontade do Pai até à entrega suprema de Si mesmo na cruz. Manifesta-se aqui a misericórdia de Deus em toda a sua plenitude; amor misericordioso que derrotou as trevas do mal, do pecado e da morte. (...) No seguimento de Jesus, cada pessoa chamada a uma vida de especial consagração deve esforçar-se por testemunhar o dom total de si mesma a Deus.(...)


Um terceiro aspecto que, enfim, não pode deixar de caracterizar o sacerdote e a pessoa consagrada é viver a comunhão. Jesus indicou, como sinal distintivo de quem deseja ser seu discípulo, a profunda comunhão no amor: «É por isto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35).

(...) Poder-se-ia afirmar que as vocações sacerdotais nascem do contacto com os sacerdotes, como se fossem uma espécie de património precioso comunicado com a palavra, o exemplo e a existência inteira.

Isto aplica-se também à vida consagrada. A própria existência dos religiosos e religiosas fala do amor de Cristo, quando O seguem com plena fidelidade ao Evangelho e assumem com alegria os seus critérios de discernimento e conduta. Tornam-se «sinais de contradição» para o mundo, cuja lógica frequentemente é inspirada pelo materialismo, o egoísmo e o individualismo. A sua fidelidade e a força do seu testemunho, porque se deixam conquistar por Deus renunciando a si mesmos, continuam a suscitar no ânimo de muitos jovens o desejo de, por sua vez, seguirem Cristo para sempre, de modo generoso e total. Imitar Cristo casto, pobre e obediente e identificar-se com Ele: eis o ideal da vida consagrada, testemunho do primado absoluto de Deus na vida e na história dos homens.

(...)

Extracto da Mensagem do Santo Padre para a semana de oração pelas vocações de especial consagração, 2010

21 de abril de 2010

Deixa a tua terra e vem! - 20 anos depois...

Nos dias 9 e 10 de Abril aconteceu o programado encontro em Nespereira, para celebrar os 20 anos da decisão "Deixa a tua terra e vem" de duas Irmãs naturais desta terra e os 38 de outra e a vocação de um Diácono, brevemente ordenado presbítero, onde a última vocação sacerdotal surgiu nesta terra há mais de 60 anos.
Foi um encontro de oração e partilha com aqueles e aquelas que se associaram a nós.
20 anos depois da nossa saída de Nespereira, este encontro tinha para nós um significado especial sobretudo para as irmãs Ana e Joaquina.
Foi bom regressar às origens, estar não só com os nossos familiares mas também com o nosso povo, que nos viu partir, tendo nós optado pela consagração religiosa.
Sentimos que fomos bem acolhidas pelas gentes da nossa terra; esse acolhimento foi expresso, na alegria com que nos saudavam e questionavam, sentimos também um bom acolhimento e colaboração no pároco.
Sentimos muita felicidade por estes 20 anos de entrega ao Senhor e pela Sua Graça que não nos tem faltado na missão que nos vai confiando. É para nós motivo de júbilo também saber que o Senhor continua a chamar jovens na nossa terra e que estes estão atentos à Sua voz, que é o caso do Diácono Filipe que será ordenado presbítero, em Lamego, no próximo dia 20 de Junho.

Irmãs Ana Maria e Joaquina

Encontro de Adolescentes na Amareleja: Nós, Eu e Jesus



É com grande alegria que fazemos eco do Encontro de Jovens na comunidade de Amareleja, que ocorreu no passado sábado, 17 de Abril.
O desafio foi lançado: passar um dia de sábado fora do comodismo normal de fim-de-semana, e participar num encontro de jovens onde pudéssemos ir mais além e profundo na descoberta do conhecimento sobre Jesus.
Juntamente com a Irmã Teresa Frias e as restantes Irmãs aqui da nossa singela comunidade, foi possível realizar um encontro com três corajosos jovens, que se disponibilizaram para serem tocados por Jesus durante um dia inteiro.
Começamos pelas 9h, sempre na esperança de aparecer mais alguém para integrar o grupo. Mas, por vontade de Deus, começamos o encontro com três jovens, o Gonçalo, a Daniela e a Alexandra e assim se desenrolou a actividade que durou até às 16h30.
Entre jogos quebra-gelo e o habituar de relacionamento com aqueles que não conhecíamos tão bem, fomos tentado descortinar uma imagem de Jesus sedento por os tocar e, antes disso, proporcionar aos jovens em questão a verdadeira riqueza que é poder contar com este Amigo que é Cristo Ressuscitado.


‘Nós, Eu e Jesus’ foi o tema que escolhemos para titular este encontro e, pela ordem descrita se desenvolveu a actividade. Depois de nos conhecermos uns aos outros, com os jogos iniciais, passamos a batata quente aos jovens, querendo que aprofundassem o seu conhecimento pessoal, o que são na realidade e interioridade. Convidámo-los a explorar os seus medos e angústias e a sentir o peso às suas ‘pedras’ que são estes sentimentos. Escreveram o que sentiam num papel e, depois de uma partilha, queimamos simbolicamente essas pedras, vendo no fogo, a esperança de ultrapassarmos esses medos que nos podem bloquear por vezes na conquista de sermos felizes.
Num lugar especial, a pequena igrejinha da nossa vila alentejana, os três corajosos jovens saborearam a calma do dia e pensaram no como Jesus nos ama. Já a iniciar a tarde, pegamos nas mochilas e partimos em busca de outro local, desta agora, para almoçar e apreciar a beleza de criação de Deus. Sob uma chuva um pouco ameaçadora lá nos colocamos ao caminho e desfrutamos de um almoço à beira de umas árvores e de alegria contagiante.




Já no regresso ao espaço da casa da comunidade, observamos algumas presenças da criação de Deus, recolhendo flores e elementos que nos lembrassem do tutor da nossa existência. Assim lançamos o mote para a terceira parte do nosso encontro, procurando a face de Jesus e o seu conhecimento mais profundo.
Como no texto que lemos, Deus faz-se apresentar em coisas simples, no toque de uma borboleta, no cantar de uma cotovia, no bradar dos trovões e na simplicidade que é o nascer de uma nova vida. É esta a mensagem que quisemos transmitir aos jovens do nosso encontro, Jesus faz-se presente entre a criação e nas coisas mais inesperadas.
Acho que muito mais haveria para dizer e explicar, mas as palavras começam a falhar quando a alegria deste encontro é relembrada. Mesmo só com três jovens pudemos sentir a presença de Jesus e a sua ajuda para levarmos em bem o nosso projecto de Encontro de Jovens. Tanto eu como as Irmãs sentimos que deixamos uma pequena marca naqueles jovens corajosos. Que os interrogamos, que lhes suscitamos outras abordagens ao conhecimento de Jesus, deles mesmos e do Outro.


Vanessa Quitério

18 de abril de 2010

JDJ - Alcobaça




As Servas de NOssa Senhora de Fátima e os jovens da Família Andaluz também estiveram presentes na Jornada Diocesana da Juventude que se realizou em Alcobaça com o tema: "Bom Mestre,que devo fazer para alcaçar a VIDA ETERNA?" (Mc 10, 17)

Queres encontrar um tesouro?
Deixa-te olhar pelo Tesouro!

Tu amas-me?


«Tu amas? [...]» (cf. Jo 21,1-19)

Pedro havia de caminhar para sempre, até ao fim da sua vida, acompanhado por esta tripla pergunta: «Tu amas-Me?» E mediu todas as suas actividades de acordo com a resposta que então deu. Quando foi convocado perante o Sinédrio. Quando foi metido na prisão em Jerusalém, prisão donde não devia sair, e da qual contudo saiu. E [...] em Antioquia, e depois ainda mais longe, de Antioquia para Roma. E quando, em Roma, perseverou até ao fim dos seus dias, conheceu a força das palavras segundo as quais um Outro o conduziu para onde ele não queria. E sabia também que, graças à força dessas palavras, a Igreja «era assídua ao ensino dos apóstolos e à união fraterna, à fracção do pão e à oração» e que «o Senhor adicionava diariamente à comunidade os que seriam salvos» (Act 2, 42.48). [...]

Pedro não pode nunca desligar-se desta pergunta: «Tu amas-Me?» Leva-a consigo para onde quer que vá. Leva-a através dos séculos, através das gerações. Para o meio de novos povos e de novas nações. Para o meio de línguas e de raças sempre novas. Leva-a sozinho, e contudo já não está só. Outros a levam com ele. [...] Houve e há muitos homens e mulheres que souberam e que sabem ainda hoje que as suas vidas têm valor e sentido exclusivamente na medida em que são é uma resposta a esta mesma pergunta: «Tu amas? Tu amas-Me?» Eles deram e dão a sua resposta de maneira total e perfeita – uma resposta heróica –, ou então de maneira comum, banal. Mas, em qualquer dos casos, sabem que a sua vida, que a vida humana em geral, tem valor e sentido graças a esta pergunta: «Tu amas?» É somente graças a esta pergunta que vale a pena viver.


Papa João Paulo II,
Homilia em Paris 30/05/80

Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar.

Abandonando seguranças a vida torna-se surpresa.
Lançar-se é próprio dos que amam!


Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes.

Unidos a Jesus os frutos são abundantes
Queres vir colaborar na pesca?


Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?» Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros».

Tudo é muito simples,só há que AMAR.
Meu amor é mais forte que as traições?
Jesus hoje também te diz: “vem comigo”.


Senhor Jesus, nós queremos continuar a obra que começaste junto ao lago. Faz que nada a possa deter.

Fonte: www.benedictinescat.com/montserrat

16 de abril de 2010

Parabéns Papa Bento XVI!!


A Família Andaluz alegra-se com os 83 anos do Papa Bento XVI, suplicando ao Senhor que lhe continue a conceder copiosas graças, para sempre nos guiar pelo caminho da justiça.
Neste dia do seu aniversário, Bento XVI pediu que rezássemos pelas necessidades da Igreja, para que ela possa recuperar a sua santidade, unidade e zelo missionário.

14 de abril de 2010

Encontro Europeu: um ano depois...

video
Olá Irmãs e amigos!
Fez no dia 13 de Abril um ano que aterrámos no aeroporto de Lisboa para andar uma semana "Nos passos de Luiza Andaluz". Entre os banhos da praia de Cascais, a contemplação do grande tanque do oceanário, a escuta da Ir. Etelvina, a envolvência dos espaços da Casa Mãe, a descoberta da Biblioteca Municipal, ou da igreja da Graça, o acolhimento inesquecível do polícia do antigo convento das Donas, o encontro com as meninas da Fundação; os anos do Filipe; as batatas carregadas três vezes como boa acção e os pensamentos de Luiza Andaluz distribuídos pelas ruas de Santarém; "Estou alegre...!"; o encontro europeu com o banho a caminho do Calvário Hungaro, o terço rezado na capelinha e muito mais.... nestes passos todos vividos em momentos de alegria e entusiasmo, de descoberta profunda e também de crises... que a vida não tenha parado, nem tenha ido com o vento, mas que Luiza Andaluz nos continue a fazer descobrir o muito que temos a dar e a receber. Sobretudo que Jesus seja o centro da nossa vida como o foi na vida daquela que viveu e pisou os locais que nós pisámos...
Com muito carinho e tudo isto ainda muito vivo no coração,
a vossa,
Ir Isabel

13 de abril de 2010

Programa da XV Jornada da Familia Andaluz

Fátima, 24 de Abril 2010

09:30h Chegada / Acolhimento no Parque 11

10:00h Terço na Capelinha das Aparições

11:00h Eucaristia


12:00h Almoço (trazido por cada um)


14:00h Abertura do Centro Pastoral de Paulo VI (Sala do Bom Pastor)

14:30h Inicio dos trabalhos

Painel - O lugar da oração:

a) Na vida de Jesus

Encenação

b) Na vida da Igreja
Encenação

c) Na Familia Andaluz
Encenação


Intervenção da Congregação

Oração de Vésperas


17:00h Encerramento

Ecos do Encontro "25h de Páscoa" (Aveiro)



Este retito ajudou-me a reflectir, e encontrar Jesus dentro de mim, a abrir o coração, saber ouvir, mas sobretudo ensinou-me que a maior felicidade é aquela que implica sofrimento. Que não somos nós que escolhemos o nosso caminho, mas sim Deus e que devemos confiar Nele, pois só Ele nos conhece completamente. (Margarida, 14 anos)



Este encontro foi importante para mim porque reflecti mais sobre a vida de Deus e até conheci novas coisas, como o pelicano que se espeta com o bico para dar de alimento às crias. Também fiz amizades. (Daniela, 13 anos)



Do meu ponto de vista pessoal o momento mais marcante deste encontro foi a "Via Lucis"; foi sem dúvida uma caminhada marcada pela fé e a alegria da ressurreição de Jesus Cristo. Foi ainda interessante dialogar sobre o matrimónio como caminho de salvação. É importante a participação de jovens nestes encontros., não só pelo amor a cristo e convívio humano, mas também como forma de procurar dentro de nós a nossa vocação. (Soraia, 17 anos)

Este encontro foi importante para mim porque sempre aprendi mais alguma coisa sobre Deus e Jesus e também da sua vida. (Susana, 12 anos)



Aprendi que por vezes a felicidade de cada pessoa passa também pelo sofrimento. Jesus é importante para cada pessoa. Nós temos de ajudar Jesus a salvar o mundo porque Ele também nos salvou. (Vanessa, 14 anos)

11 de abril de 2010

Caminhar com S. Pedro



As Servas de Nossa Senhora de Fátima e um grupo de jovens da Família Andaluz animaram no dia 27 de Março um encontro com cerca de oitenta adolescentes na Quinta das Tílias. Ao longo do dia fomos guiados pela figura de Pedro que nos desafia acreditar em Jesus que também hoje nos diz: "Lançai as redes para a direita do Barco." Que cada um de nós possa responder: "Porque Tu o dizes lançarei as redes". Colaborar na evangelização dos mais novos é já manifestação de que acreditamos em Jesus.

9 de abril de 2010

Amas-me?



Onde estava, Senhor, na Tua Paixão e Morte?
Onde estou, Senhor, agora que estás Ressuscitado?
Tu passas nos caminhos da minha vida
mas eu continuo sem Te reconhecer...

Quero procurar-Te e deixar-me encontrar por Ti, falar contigo,
confiar em Ti e amar-te, ó meu Deus e Senhor...
ainda que não Te veja nem Te toque sensivelmente.

Tu confiaste em Pedro... e agora em mim.
Olhas-me nos olhos e perguntas-me: AMAS-ME?

E eu respondo-Te, olhos nos olhos:
Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que te amo...

6 de abril de 2010


Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.»
Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» que quer dizer: «Mestre!»
Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.'»
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.
(Jo 20, 11-18)


«Não Me detenhas, pois ainda não subi para o Pai». Que quer isto dizer? Que tocamos melhor a Jesus através fé do que através da carne. Tocar Cristo pela fé é tocá-Lo com toda a verdade. Assim foi com a mulher que sofria de perdas de sangue: aproximou-se de Cristo, cheia de fé, e tocou-Lhe no manto. [...] E o Senhor, comprimido embora pelas multidões, só foi tocado por essa mulher [...], porque ela acreditou (Mc 5, 25ss.).

Hoje, meus irmãos, Jesus está no céu. Quando habitava entre os Seus discípulos, estava revestido duma carne visível e tinha um corpo palpável, víamo-Lo, tocávamos-Lhe. Mas hoje, que está sentado à direita do Pai, quem de entre nós Lhe pode tocar? E, no entanto, infelizes de nós se não Lhe tocarmos. Nós, os que acreditamos, tocamos-Lhe. Ele está no céu, está longe, e as distâncias que O separam de nós não são mensuráveis. Mas crê e tocar-Lhe-ás. Que digo eu? Tocar-Lhe-ás? Se creres, terás junto a ti Aquele em Quem crês. [...]

Comentário de Santo Agostinho (354-430), Doutor da Igreja

«Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!»


Queridos irmãos e irmãs!

(...)

A Páscoa é a verdadeira salvação da humanidade! Se Cristo – o Cordeiro de Deus – não tivesse derramado o seu Sangue por nós, não teríamos qualquer esperança, o destino nosso e do mundo inteiro seria inevitavelmente a morte. Mas a Páscoa inverteu a tendência: a Ressurreição de Cristo é uma nova criação, como um enxerto que pode regenerar toda a planta. É um acontecimento que modificou a orientação profunda da história, fazendo-a pender de uma vez por todas para o lado do bem, da vida, do perdão. Somos livres, estamos salvos! Eis o motivo por que exultamos do íntimo do coração: «Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!»

O povo cristão, saído das águas do Baptismo, é enviado por todo o mundo a testemunhar esta salvação, a levar a todos o fruto da Páscoa, que consiste numa vida nova, liberta do pecado e restituída à sua beleza original, à sua bondade e verdade. Continuamente, ao longo de dois mil anos, os cristãos – especialmente os santos – fecundaram a história com a experiência viva da Páscoa. A Igreja é o povo do êxodo, porque vive constantemente o mistério pascal e espalha a sua força renovadora em todo o tempo e lugar. Também em nossos dias a humanidade tem necessidade de um «êxodo», não de ajustamentos superficiais, mas de uma conversão espiritual e moral. Necessita da salvação do Evangelho, para sair de uma crise que é profunda e, como tal, requer mudanças profundas, a partir das consciências.

(...)

Queridos irmãos e irmãs! A Páscoa não efectua qualquer magia. Assim como, para além do Mar Vermelho, os hebreus encontraram o deserto, assim também a Igreja, depois da Ressurreição, encontra sempre a história com as suas alegrias e as suas esperanças, os seus sofrimentos e as suas angústias. E todavia esta história mudou, está marcada por uma aliança nova e eterna, está realmente aberta ao futuro. Por isso, salvos na esperança, prosseguimos a nossa peregrinação, levando no coração o cântico antigo e sempre novo: «Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!»

MENSAGEM URBI ET ORBI DO SANTO PADRE BENTO XVI (PÁSCOA 2010)

5 de abril de 2010

A alegria da Páscoa faz-se anúncio!



«Não temais. Ide avisar os meus irmãos que devem ir para a Galileia. Lá Me verão» (Mt 28, 10).
«Cheias de temor e grande alegria, correram a levar aos discípulos a notícia da Ressurreição» (Mt.28,8)



“Também a nós, hoje, como a estas mulheres, o Ressuscitado repete que não tenhamos receio, de nos tornarmos mensageiros do anúncio da sua ressurreição! Nada deve temer, quem encontra Jesus ressuscitado e a Ele se confia docilmente. É esta a mensagem que os cristãos são chamados a difundir, até aos extremos confins do mundo. A fé cristã, como sabemos, nasce não do acolhimento de uma doutrina, mas do encontro com uma Pessoa, com Cristo morto e ressuscitado. Na nossa existência quotidiana, serão muitas as ocasiões para comunicar aos outros esta nossa fé, de modo simples e convicto, de modo que do nosso encontro pode nascer a sua fé. É urgente, como nunca, que os homens e as mulheres da nossa época conheçam e encontrem Jesus e, graças também ao nosso exemplo, se deixem conquistar por Ele” (Bento XVI, Regina Caeli, 09.04.2007).

4 de abril de 2010

Cristo Vive! Aleluia!


A solenidade da ressurreição do Senhor abre uma nova esperança para a humanidade. Podemos olhar com confiança para o futuro, não obstante os múltiplos sofrimentos desta vida. Podemos empreender o caminho da vida lutando pela verdade com amor, com coragem, sabendo que não seremos defraudados!
Quem se estiver sentindo desanimado, não deserte: Cristo ressuscitou! Quem estiver preso pelo desespero, pela fraqueza física, psíquica ou moral, que perceba que a morte foi vencida e que nos foi revelado o rosto amoroso de Deus. Como é grande o amor que Deus tem por nós, a ponto de nos enviar o seu Filho para morrer e ressuscitar, abrindo-nos as portas do paraíso! Que todos os corações readquiram hoje a sua confiança: Cristo ressuscitou!
Cf. Pe. Octávio Ortiz, L.C., Revista Sacerdos

Cristo ressuscitou! Aleluia!!



Hoje é dia de Páscoa! Dia em que Cristo manifestou definitivamente a sua divindade, vencendo a morte, tornando-se motivo de alegria para todos os cristãos.
"Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto" (Col 3, 1). O cristão é chamado a "co-ressuscitar" com Cristo e a "buscar as coisas lá do alto". Ele é uma nova criatura, o antigo passou, o novo começou e a sua vida está escondida com Deus em Cristo. Esta verdade fundamental está muito distante da nossa vida diária? Às vezes parece que sim, que o pecado e a morte são mais fortes e condenam o homem a uma vida de escuridão. Contudo, se consideramos com mais atenção o problema, percebemos que o poder e o amor de Deus são mais fortes que o pecado. "O amor é mais forte" e Deus suscita no coração dos homens o desejo de conversão, de praticar o bem, de se transformar, e, com a sua providência divina, os conduz pelos caminhos da salvação. Temos que crer vivamente na ressurreição do Senhor para vivermos uma vida nova cheia de esperança, fortaleza e amor.

Cf. Pe. Octávio Ortiz, L.C., Revista Sacerdos

3 de abril de 2010

De uma antiga Homilia de Sábado Santo (século IV)


Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou na mansão dos mortos. (...)
Vai ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos. (…)

Cristo tomando Adão pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará”. Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo: ‘Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!’; e aos entorpecidos: ‘Levantai-vos!’ Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa. (…)

Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti.

2 de abril de 2010

Sexta-feira Santa




É por isto que meu Pai me tem amor: por Eu oferecer a minha vida, para a retomar depois. Ninguém ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente. Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar. Tal é o encargo que recebi de meu Pai. (Jo 10, 17-18)



Eis a tua Mãe . . .
Deste-nos Aquela que te tinha GERADO, para que nos ajudasse a NASCER de NOVO

1 de abril de 2010

A instituição da Eucaristia



Quando chegou a hora, pôs-se à mesa e os Apóstolos com Ele. Disse-lhes: «Tenho ardentemente desejado comer esta Páscoa convosco, antes de padecer, pois digo-vos que já não a voltarei a comer até ela ter pleno cumprimento no Reino de Deus.» Tomando uma taça, deu graças e disse: «Tomai e reparti entre vós,pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira, até chegar o Reino de Deus.» Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória.» Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós.» (Lc 22, 15-20)



A Igreja continua repetindo as palavras de Jesus e sabe que tem o compromisso de fazê-lo até o fim do mundo. Em virtude destas palavras, uma mudança admirável se realiza: as espécies eucarísticas permanecem, mas o pão e o vinho transformam-se no Corpo e Sangue do Senhor. Ainda que os sentidos falhem, somente a fé basta para confirmar o coração recto. Sustentados por esta fé, por esta luz que ilumina os nossos passos também na noite da dúvida e da dificuldade, podemos proclamar: "Tantum ergo sacamentum veneremur cernui". Veremos, pois, prostrados, tão sublime sacramento. (...)
A Eucaristia é a presença sacramental da carne imolada e do sangue derramado do novo Cordeiro. Na Eucaristia são oferecidos a salvação e o amor para toda a humanidade. Só podemos ficar fascinados diante deste mistério. É verdade, a fé nos conduz ao assombro e à adoração (João Paulo II, homilia da Quinta-feira Santa de 1998).

O mandamento Novo




«Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos:se vos amardes uns aos outros.» (Jo 13, 34-35)

A Quinta-feira Santa é um convite para renovarmos a virtude da caridade. Uma caridade que é serviço, que é preferência pelo próximo. É uma caridade que deve começar pelos pensamentos (pensando bem dos outros), mas que continua nas palavras (falando bem), e, sobretudo, nas obras. O amor não se limita às boas intenções, mas transforma-se em obras, acção eficaz para aliviar de algum modo o sofrimento alheio. O amor move-se, trabalha, luta pela pessoa amada.

A Eucaristia educa-nos para o amor do modo mais profundo porque nos mostra qual o valor que temos diante dos olhos de Deus: a oferta do próprio Cristo por todos, sob as espécies do pão e do vinho. Cristo que se faz pão partido e repartido por nós, quer-nos transformar em pão de amor para os outros. O sentido do mistério eucarístico impulsiona-nos ao amor pelo próximo.

Quinta-Feira Santa: o Lava-pés



"Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como vos fiz, vós também façais. Sereis felizes se o puserdes em prática." (Jo 13,14-15.17).

Comungar Cristo significa comungar dos seus sentimentos, da sua solicitude amorosa pelos irmãos e irmãs. A autêntica participação na Eucaristia conduz ao amor fraterno, que se concretiza na atenção pelo outro e no serviço humilde e alegre.