2 de fevereiro de 2012

SER CONSAGRADO, QUE BOM!




Sabias que todos os cristãos são CONSAGRADOS ao Senhor, pelo batismo?
Sabias que, no teu batismo, passaste a ser colaborador/a de Cristo, na Sua missão apaixonante, de sacerdote, profeta e rei?
Sabias que esta participação na missão de Cristo, configura a tua identidade de cristão, e chama-se “sacerdócio comum dos fiéis”: ser rei, como Jesus, amando e servindo; ser profeta, como Jesus, anunciando a verdade, a justiça, a paz e o bem; ser sacerdote, como Jesus, sendo pontífice, isto é, “fazendo a ponte”, unindo as pessoas entre si, e com Deus, na oração, no louvor e na construção da comunhão. É lindo demais, não achas?
Que grande e que radical é o dom da fé!

Sabias que há dois sacerdócios: o sacerdócio de Cristo e o sacerdócio comum.
O sacerdócio comum concretiza-se em diferentes vocações fundamentais ou modalidades de vida – laical (leigos), ministerial (padres, diáconos, bispos), de consagração (freiras e frades) – que se complementam entre si.
De facto, todos somos feitos para a doação e o serviço, e realizamos a nossa vocação, na medida em que nos damos, no serviço…

Mas hoje, 02 de fevereiro de 2012, Dia do Consagrado, sabias que nos referimos a todos os que, respondendo ao apelo do Senhor, Lhe ofereceram o seu ser todo inteiro, dum modo indiviso e radical, pelos votos de castidade, pobreza e obediência?
Ofereceram ao Senhor o seu coração, o seu afeto, a sua própria sexualidade e se consagraram em castidade, para mais profundamente amar. Para que Cristo se tornasse, para eles, a sua única riqueza, preferem viver na simplicidade e na pobreza e para que, em cada decisão da sua vida, melhor acertem com a vontade de Deus, fizeram voto de obediência, entregando a Cristo toda a sua vontade e liberdade.

“Toda a Igreja é missionária e se alegra por levar o Evangelho ao mundo”. Mas, “a Igreja de hoje tem uma necessidade imperiosa dos consagrados para evangelizar o mundo. No despojamento da sua entrega a Deus e à Igreja, eles constituem um sinal verdadeiro do amor de Deus pelo seu povo e da felicidade que se alcança quando se põe n’Ele a confiança. A sua palavra suportada por um estilo de vida aberto aos outros, por uma fé incarnada e por uma esperança alicerçada em Deus, tem força persuasiva. O seu amor partilhado em gestos quotidianos de caridade, leva a marca inconfundível e inegável do Filho de Deus que morreu por aqueles que ama.” D. Virgílio do Nascimento Antunes, Mensagem do Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios para a Semana do Consagrado 02/01/2012




A vida consagrada é uma clara interpelação para que descubras a vocação que trazes em ti, na progressiva consciência do dom que recebeste. Cf. José Eduardo Borges de Pinho 14/01/2012, Casa Madre Andaluz, Santarém, A eclesiologia de comunhão, 50 anos depois o Concílio - relevância actual do sacerdócio comum dos fiéis



Que bom é seres já consagrado pelo batismo! Que missão tão apaixonante é descobrir a própria vocação na Igreja e no Mundo e ser-lhe fiel no seguimento de Cristo!

23 de janeiro de 2012

Família Andaluz Juvenil S. Mamede Ventosa


No passado dia 13 de Janeiro, o Grupo Jovem da Família Andaluz voltou a encontrar-se.
Foi tempo para reflectir sobre o Baptismo e a nossa missão enquanto Baptizados.
Cada elemento, desafiado a lançar-se nos braços do Pai, reflectiu sobre a relação filial e íntima que estabelece com Deus.
Talvez, ainda não estejamos preparados para nos lançar nos braços de Deus, talvez ainda não tenhamos a confiança necessária do Filho que, sem medo, se lança. É então necessário procurarmos que a nossa vida seja um lugar de Beleza, isto é, fazermos da nossa vida uma Oração. Se o conseguirmos, então escutaremos a Voz do Pai que nos chama e saberemos qual o caminho a seguir, aí nos lançaremos.
Por agora, cada um de nós vai procurando viver com Jesus como Luiza Andaluz no namoro, na Faculdade, na descoberta da vocação, na família, com os amigos, no trabalho….

Diana Leonardo

Testemunho de Oração Vicarial de Taizé na Benedita



Foi no passado dia 7 de Janeiro que decorreu mais uma oração ao estilo Taizé da Vigararia XV, na Igreja Paroquial da Benedita, com o tema “Educar os jovens para a justiça e para a paz”, dado pelo Papa Bento XVI. De facto, preparar um momento de oração ao estilo de Taizé para o público e poder usufruir do mesmo é muito gratificante. Os cânticos repetidos, o silêncio, as meditações, o espírito que envolve todos os participantes, … Com um simples fechar de olhos sentimo-nos, por pequenos momentos, na comunidade de Taizé, tão simples e pacífica. A adoração em volta da cruz foi, sem dúvida, o momento mais marcante da noite. Já dizia o irmão Roger, fundador da comunidade, “Escuta o que te fala no silêncio. Escuta Quem te fala”. As orações de Taizé interpelam a isto mesmo: escutar. Só Ele sabe, realmente, aquilo que nos preocupa, o que precisamos, o que procuramos. Só assim conseguimos chegar à paz interior e levá-la aos outros, o que se torna urgente com a azáfama dos dias de hoje. É difícil ficar indiferente após uma oração que tanto nos toca, ajudando-nos a olhar diariamente para o mundo com um coração mais puro e atento.

Carolina Fialho

7 de janeiro de 2012

A PAZ E A JUSTIÇA

A justiça não é uma simples convenção humana, pois o que é justo determina-se originariamente não pela lei positiva, mas pela identidade profunda do ser humano.





É a visão integral do homem que impede de cair numa concepção contratualista da justiça e permite abrir também para ela o horizonte da solidariedade e do amor.

Não podemos ignorar que certas correntes da cultura moderna, apoiadas em princípios económicos racionalistas e individualistas, alienaram das suas raízes transcendentes o conceito de justiça, separando-o da caridade e da solidariedade. Ora «a “cidade do homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão.
A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo».

"Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados" (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.

«A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade». A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.

A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. «Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9).
A paz para todos nasce da justiça de cada um.

Ó jovens, que conservais viva a tensão pelos ideais: procurai com paciência e tenacidade a justiça e a paz e cultivai o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso vos possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente. Levantai os olhos para Deus!
Perante o árduo desafio de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: «Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio?» (Sal 121, 1). «Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor?».

O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 1-13).

Queridos jovens: não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação. Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo.

Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo.

Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos.
Nunca vos sintais sozinhos!


A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz.

Cf. Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial da Paz - 1º de janeiro de 2012 (sublinhados nossos)

A PAZ E A LIBERDADE!

Os jovens devem ter a coragem de começar, eles mesmos, a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam: a verdade e a liberdade.



Santo Agostinho perguntava-se: "Que deseja o homem mais intensamente do que a verdade?" Esta é a pergunta fundamental que nos devemos colocar: Que é o homem?


O homem é um ser que traz no coração uma sede de infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o sentido da vida –, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus.



Assim, o fato de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável, leva a descobrir a dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa.


É essencial aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e, consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade. É preciso não esquecer jamais que «o autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões», incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele económico ou social, individual ou coletivo.



Só na relação com Deus é que o homem compreende o significado da autêntica liberdade. Esta não é a ausência de vínculos, nem o império do livre arbítrio; não é o absolutismo do eu. Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. De fato, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele. A liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal.


Hoje um obstáculo particularmente insidioso à liberdade autêntica é a presença maciça, na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, nada reconhecendo como definitivo, deixa como última medida somente o próprio eu com os seus desejos e, sob a aparência da liberdade, torna-se para cada pessoa uma prisão, porque separa uns dos outros, reduzindo cada um a permanecer fechado dentro do próprio “eu”.
Dentro de um horizonte relativista como este, não é possível, portanto, uma verdadeira educação: sem a luz da verdade, mais cedo ou mais tarde cada pessoa está, de fato, condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e das relações que a constituem, da validez do seu compromisso para construir com os outros algo em comum». Por conseguinte o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal.


No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado. Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem caráter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.


Assim o reto uso da liberdade é um ponto central na promoção da justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder, a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis, e também a prontidão ao sacrifício.


Cf. Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial da Paz - 1º de janeiro de 2012 (sublinhados nossos)

26 de dezembro de 2011

Testemunhos dos Jovens Crismandos da Benedita que participaram no Retiro (parte 4/4)


Em três dias, a nossa vida foi posta sob um fio e a sua possível tentativa de nos equilibrarmos. Foram os três dias com dificuldades, mas também com grandes vivências fascinantes e momentos de puro encontro pessoal.

O frio gelou-nos e as mantas foram a nossa salvação, mas todo o convívio, todos os cânticos, todos os risos e todos aqueles momentos de alegria vão ficar para sempre na nossa memória. Talvez quem lê não entenderá, de certo só quem vivenciou e chorou nos momentos de meditação e reflexão, é que consegue dar o valor a três dias completamente diferentes da nossa rotina de adolescentes, que divagam na procura do seu caminho.

Adriana Marques, Vanessa, Carlos Siopa, Pedro, Fábio, Joana, Cristina, Márcio

24 de dezembro de 2011

Santo Natal






A Equipa Coordenadora da Família Andaluz deseja a todos um Santo Natal, cheio das bençãos de Deus!

23 de dezembro de 2011

Testemunhos dos Jovens Crismandos da Benedita que participaram no Retiro (parte 3/4)

Este encontro permitiu-nos reflectir sobre a importância de Deus na nossa vida. Permitiu-nos estar mais perto da Sua Palavra e da mensagem que Ele nos quer transmitir. Ajudou-nos a dar valor àquilo que temos e a lembrar aqueles que já partiram e que nos eram importantes.
Reflectimos sobre os nossos erros e pedimos a Deus que perdoasse os nossos pecados.
Ajudou-nos a encontrar um caminho mais próximo de Deus e a tomar decisões da maneira mais correcta.

Na parte das Confissões, agradecemos aos Padres Armindo, Francisco e Cosme que nos deram bons conselhos para seguir em frente na nossa vida e sermos pessoas melhores.
Queremos agradecer a colaboração da Irmã Cristina e da Irmã Fernanda, e também pela ajuda de dois jovens a Stephanie e o Samuel na animação do retiro.
Queremos agradecer também ajuda voluntária da Dona Alice e da Dona Dulce, que confeccionaram as nossas refeições.

Catarina Marques, Lara Ferreira, Mariana Justo, Mariana Carmo, Miguel Silva, Tiago Couto, Vanessa Machado, Sofia Duarte

22 de dezembro de 2011

Testemunhos dos Jovens Crismandos da Benedita que participaram no Retiro (parte 2/4)


Para nós, o Retiro foi uma experiência enriquecedora para as nossas personalidades, enquanto cristãos. Neste Retiro encontrámos respostas para perguntas que há muito faziam parte da nossa vida e que não faziam sentido. À medida que o tempo ia passando, íamos encontrando as respostas para nos completarmos como cristãos e para podermos viver na plenitude com Cristo Nosso Senhor.


Agora conseguimos abrir mais o coração para deixar que Jesus entre, fazendo assim com que permaneça connosco.
Sentimo-nos lisonjeados por fazer parte deste grupo, que juntamente partilhou a fé.

Carolina Serralheiro, Henrique Sabino Roberto, Alice Belo, Filipe Ferreira, Maria Ladeira, Diogo Alexandre, Inês Vicente, Carla Vicente