31 de agosto de 2009

Retiro de Silêncio - Quinta das Tilias

Seguem algumas partilhas do retiro de 12 a 16 de Agosto na Quinta das Tilias



Num tempo em que o tempo é um factor escasso, em que as solicitações se multiplicam até à exaustão e o trabalho impera como um compromisso ansioso, custa pensar como é possível aderir a uma proposta de retiro em que nos afastamos da rotina e damos espaço ao silêncio e à oração.

Por vezes, o difícil acontece e aconteceu entre os dias 12 e 16 de Agosto de 2009, na Quinta das Tílias em Belas, esse tempo de encontro, promovido pelas Servas de Nossa Senhora de Fátima, nas pessoas da Irmã Mafalda e da Irmã Teresa.

Partilho essa experiência com um sentimento de afecto. Sentimento com que em silêncio e tranquilidade orante me envolvi num abraço fraterno com Cristo, pois é assim que sempre me sinto quando me desejo encontrar com o Senhor. Oriento o meu pensamento para Ele e Ele está sempre, vivo, perene, infinitamente ressuscitado!

No silêncio retirado, trouxe mais cultivado o desejo de comunhão com todo o mundo em que encontro a divina intervenção do Senhor, trouxe uma ruidosa agitação de alma que me move para uma acção testemunhal e trouxe um propósito de crescimento interior que, creio, moverá os meus actos e o meu coração para uma ousadia cada vez maior.

Deste retiro, trago reforçada a minha disponibilidade para ser Cristo!
(Emanuel Pereira)


O Bom Senhor dá-nos de presente a oportunidade de sossegarmos a agitação do dia-a-dia, e interrompermos as coisas normais da nossa vida, para, na tranquilidade, podermos escutar o que o Seu coração diz ao nosso. Deus diz-nos sempre que tem por nós um amor imenso! Um amor que cuida, que está sempre atento aos nossos desejos e medos e que, não necessitando, escolhe precisar de nós.
Na Quinta das Tílias, a beleza das árvores, a simplicidade da casa, a orientação e o cuidado das irmãs, o testemunho uns dos outros também ajudam a este encontro, entre mim e Deus, que é a Verdade.
É uma experiência que aconselho a todos!
Não há nada, nem festival que a igual - em profundidade, em paz e no que tem de essencial para a vida!
(Sandra Bartolomeu)


«Para se contemplar as maravilhas do Senhor, na Quinta das Tílias, é só abrir os olhos» dizia alguém neste último retiro de Silêncio. Abrir os olhos, os ouvidos, a inteligência, o coração... Para mim fazer Silêncio é uma atitude de disponibilidade, de abertura do coração, de atenção a tudo quanto nos rodeia, uma atitude de Escuta. Quando fazemos silêncio, damos espaço para que outros falem, damos espaço para que Aquele que é o Amor, nos fale. Então, que terá o Amor para nos dizer, por que caminhos nos quererá Ele conduzir? Escutar e Ficar, permanecer junto d'Ele. Deixar-se Conduzir...
Para mim este retiro foi mais um pequeno grande passo no meu caminho, um Sim da minha parte, ao convite do Senhor para estar com Ele. Fazendo minhas as palavras de S. Paulo faço assim a minha partilha: «Eu sei em quem pus a minha confiança...».

(Susana Coito)

30 de agosto de 2009

PARTILHA

Esta foi uma experiência de revitalização do corpo e da alma, estando mais próximo de Jesus apreciando as bonitas e relaxantes paisagens que ele nos ofereceu.
Estes dois dias foram de grande novidade para mim, pois não conhecia nem as pessoas, nem o sítio onde iria ficar. Depois, através dum contacto envergonhado com todos os elementos do grupo, fiquei a conhecê-las um pouco melhor e a perceber o objectivo que nos levaram até ali: estar em comunhão.
Então, através de jogos, caminhadas e de muitas conversas partilhadas sobre o que seria a comunhão, iamo-nos aproximando mais e tudo o que nos era proposto era encarado como mais um desafio a cumprir.
Todos esses desafios foram cumpridos e no fim desta caminhada, senti-me uma pessoa mais revigorada, com vontade de trabalhar mais em equipa e de voltar novamente não só para viver esta aventura, mas também para rever as pessoas que lá estiveram.
Além disso, através dos vários jogos em equipa, das bonitas paisagens observadas e das peripécias vividas, apercebi-me que pudemos estar mais vezes em comunhão com Jesus e connosco com coisas tão simples como aperciar a natureza e agradecer-Lhe pelos dias vividos e por tudo o que nos ofereceu. Portanto, devemos dar mais importância aos valores sociais (partilha, respeito, humildade, interajuda, etc) ao invés dos valores materiais!
Por último, quando rejevo estes momentos relembro-os com nostalgia, com um sorriso nos lábios e com uma gargalhada que vão ficar para sempre no meu pensamento - "Ai, os meus ricos sapatinhos...", o bolo original de aniversário do Marco, as conversas com as colegas ao acordar, as Irmãs pela sua gentileza e disponibilidade...

Despeço-me com um grande "Obrigado a todos o que fizeram daqueles dias momentos inesquecíveis" e com grande vontade de repetir! Quando é a próxima?!

Eloísa Ferreira

Andar a Caminho da luz

Uma pequena partilha
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Viver em comunidade necessita sem dúvida alguma de um conceito fundamental: a comunhão. Viver a experiência do toque de Cristo em nós só pode ser plena se for experimentada em grupo e em partilha com a sociedade onde nos inserimos. Como carisma das irmãs Servas de Nossa Senhora de Fátima e sob o signo de Luiza Andaluz, a força da comunhão ganha relevo em cada encontro em que participo, já desde os meus 14 anos, salvo erro.Cada encontro revela-se terno e em consonância com a busca de caminho na fé que pretendo para mim. Em cada encontro percebo que a minha missão passa por destapar o rosto salvador de Cristo e viver o conceito da comunhão para além das letras que o compõem. Mais que saber como se escreve é preciso perceber o cerne da palavra e o seu significado. No encontro, que se realizou em Sesimbra no passado dia 19 e 20 de Agosto, senti mais uma vez que estar em grupo pode e é uma experiência forte do amor que Jesus me tem e quer que viva.À chegada há sempre aquele sentimento de desconhecer alguns rostos, não saber para o que vamos e sentir um bocadinho de medo daquilo que se poderá descobrir. As Irmãs, como costumo dizer, têm o dom de nos surpreender, e também de nos meter em trabalhos, isto num sentido mais de brincadeira. Cada proposta torna-se me desafio e casa desafio revela-se um caminho alegre de partilha de Deus e para Ele.Mais uma vez senti-me tocada pelo olhar terno da Mãe, aquela que segurou o seu filho morte em braços e chorou pela sua partida. Maria, o signo do amor pleno e na qual a congregação se reúne e nasceu, é uma figura incontornável da comunhão que devemos (ou deviamos) fazer. O amor, a partilha, a fé, a união, o encontro, a vida por nós, o corpo e sangue do filho foram os conceitos que descobrimos ao pensar na palavra comunhão. Ao longo do encontro percebemos que muito mais que palavras, a comunhão só faz sentido se tiver um prepósito. E esse preposito é o de viver em grupo e para ele. Só assim conseguimos passar dois dias plenos de alegria, de caminhada saudável por Sesimbra e de refeições agradáveis. No fim, à partida, ficou o sabor a pouco, tão característico de cada encontro em que participo. Já lá vão cerca de seis anos desde que m iniciei na família Andaluz. É maior a alegria desde então. Partilhar este carisma faz de mim uma melhor cristã, confirmada no meu dever de viver a comunhão e para ela.Por isso, experimentem de verdade sentir a comunhão como dom de Cristo ressuscitado. De certeza que se sentirão muito melhor. :)
um abraço
Vanessa

18 de agosto de 2009

Férias apostólicas

Testemunhos das Férias Apostólicas em Cepões

De 2 a 9 de Agosto realizaram-se as Férias Apostólicas na paróquia de Cepões, Diocese de Lamego.
Participaram duas jovens, a Raquel e a Catarina, que juntamente com as Irmãs Beatriz e Eugénia, se entregaram alegre e generosamente a uma semana diferente.
Tivemos momentos intensos de oração na paróquia: Adoração ao Santíssimo, Terço, Vésperas; encontros (para crianças, adolescentes, jovens, pais, catequistas), e vários dias de visitas a doentes (visitámos cerca de vinte e cinco). Foi com alguma surpresa que nos apercebemos que a paróquia aderia com entusiasmo às actividades, e que os doentes manifestavam muito reconhecimento pelas visitas que fazíamos. Foi muito bonito o facto de alguns jovens da terra (a Cristina, a Sara e o Nelson) terem querido vir connosco às visitas. Nós já tínhamos elaborado postais com pensamentos de Luiza Andaluz, que íamos distribuindo, cantávamos para eles, e dialogávamos. Faz-nos muito bem escutarmos os sofrimentos dos outros. Ajuda-nos a relativizar os nossos pequenos problemas do dia-a-dia.
Com as crianças realizámos jogos, canções com gestos, lanchámos e depois tivemos uma pequena catequese sobre o gosto de fazermos a Vontade do Pai. No fim, as crianças orientaram o terço na Paróquia.
O encontro dos adolescentes consistiu numa espécie de gincana, em que existiam equipas, cada uma das quais tinha e realizar dez tarefas. O tema era “a felicidade”. No fim houve plenário, lanche, e prémio para a equipa vencedora. Achámos curioso que estes quiseram partilhar o seu prémio (uma tablete de chocolate) por todos, pois partilhar é uma forma de sermos felizes!
Com os jovens reflectimos sobre a relação entre fé e vida, com os pais sobre a educação cristã dos filhos, e com os catequistas, sobre a “alegria de ser catequista”.
Se foi uma semana cheia de apostolado, não foi menor a proposta de oração: começávamos sempre o dia com as Laudes, e depois do pequeno-almoço, fazíamos um tempo de lectio divina partilhada. Na sexta-feira, dia 7, na parte da manhã, tivémos um tempo de oração mais prolongada, e à tarde, peregrinámos a Nossa Senhora dos Remédios. O dia 8, sábado, foi dia de passeio com as Irmãs da comunidade de Lamego: visitámos o mosteiro de S. João de Tarouca e o Santuário de Nossa Senhora da Lapa.
As Férias Apostólicas foram encerradas na Eucaristia do dia 9, finda a qual o Padre Inocêncio ofereceu a cada uma de nós uma pequena lembrança da terra.
Damos graças a Deus por esta semana de doação, na certeza que nesta entrega pelo Reino, recebemos sempre cem vezes mais: “Quem dá e se dá por amor, não dá, recebe” (Luiza Andaluz). (Irmã Eugénia Figueiredo)

Cheguei a Lamego no Domingo à tardinha e logo comecei a trabalhar. Foi o início de um novo desafio, de uma actividade completamente nova. Não sabia o que esperar desta semana, mas o que quer que tenha pensado antes, esfumou-se ao ver o horário. Visitas a doentes, encontros com jovens, crianças, pais, adolescentes e catequistas, Vésperas, missa, entre outras actividades, fez-me regressar ao “acordar cedinho” (como na época escolar).
Mas entre tanto trabalho também existiu tempo para conhecer Cepões, as suas gentes e descansar. É verdade que não foi só passeio mas ver a felicidade nos olhos e o sorriso desenhado nas crianças e nos doentes compensou todo o esforço que fizemos.
É uma experiência a repetir vezes sem conta, pois só quem passa por elas é que sabe o quão feliz ficamos depois. É graças às Irmãs Servas de Nossa Senhora de Fátima e ao acolhimento recebido nesta terra, que eu parto daqui para voltar sempre que possível.
Obrigada Irmã Eugénia, Irmã Beatriz, D. Elsa, Célia, Catarina, Cristina, Sara, Nelson, Senhor Padre Inocêncio e tantas outras pessoas por me terem feito sentir em casa e bem-vinda. Muito obrigada. Continuem com este serviço maravilhoso!
(Raquel Ferreira, Guarda)


Recebi no meu e-mail algo que desde logo me chamou à atenção: Férias Apostólicas. Sabia o que eram férias e sabia o que era apostolado, mas férias apostólicas era algo diferente.
Já dizia a música “de Bragança a Lisboa são nove horas de distância”, no meu caso foram apenas cinco horas de Lisboa a Cepões. Vinha cansada, mas esperava-me uma semana intensa e o cansaço foi imediatamente colocado de parte. Poderia escrever aqui detalhadamente tudo o que nos aconteceu, mas como o papel é pouco e a tinta também, resumirei uma semana intensa de alegria e comunhão com Cristo.
“Ao testemunharmos e ao partilharmos a nossa fé, ela cresce”: poderei realmente afirmar que a minha fé aumentou bastante. Desde o encontro com os jovens da paróquia ao encontro com os catequistas, essa partilha da mesma fé, do mesmo Amor que sentíamos por Cristo, fez com que eu sentisse que Cristo caminha verdadeiramente ao meu lado.
Ao visitar os doentes sentia uma alegria imensa, pois para muitos deles a mensagem que levávamos de que Maria nunca os abandonaria, era o suficiente para se esboçar um grande sorriso, então quando ouviam as nossas cantorias até palmas no fim batiam.
A paróquia acolheu-nos muitíssimo bem e tal só aconteceu graças às várias orações feitas incessantemente pelas Irmãs e pelo empenhamento do Padre Inocêncio. Superámos as expectativas, ultrapassámos barreiras e dificuldades e em tempo algum nos sentimos abandonadas.
É fácil pedir, mas é difícil agradecer, como agradecer a todas as pessoas que rezaram para que estas FA corressem bem? Como agradecer à D. Elsa e à Célia o fantástico acolhimento que nos providenciaram? Como agradecer aos jovens que sempre nos acompanharam? Como agradecer à paróquia de Cepões que aderiu magnificamente às nossas actividades? Como agradecer às Irmãs Eugénia e Beatriz e à Raquel que me acompanharam nestas férias? Penso que com muita simplicidade dizendo: OBRIGADA!
É realmente uma semana que aconselho a fazer e quem sabe a repetir!
(Catarina Amaral - Cepões, cozinha da D. Elsa)


Foi um tempo de muito bom, de partilha das experiências pastorais, de vida, tempo de oração e mais.Fomos acolhidas numa familia - D. Elsa e sua filha Célia. Gostei de lá estar e estávamos todas a vontade. As nossas actividades correram bem, no dia 2 a noite tínhamos adoração ao Santíssimo e a comunidade cristã aderiu bem o nosso desafio.Durante as férias visitamos cerca de 20 doentes e por onde passávamos falávamos com o doente e a sua família partilhávamos a nossa fé com eles e dávamos uma palavra de alento,este tempo de visitas ajudou-nos a reflectir os pequenos momentos difíceis da nossa vida, iam connosco nas visitas o pároco - O Pe. Inocêncio,três jovens da paróquia,a Cristina, o Nelson e a Sara e depois de conversarmos cantávamos e a todos que visitamos gostaram bastante.Tivemos encontros com as crianças - o desejo de fazer sempre a vontade de Deus e concretizamos indo rezar o terço na paróquia com elas, os jovens -com o tema o desafio da fé, com os adolescentes - o tema foi a Felicidade e fizemos vários jogos que gostaram imenso, com os pais - foi o ser pais e mães cristãos e com os catequistas - foi a alegria de ser catequista, e, achei que todos os encontros foram muito bons e ricos. Todos os dias tínhamos a oportunidade de rezar laudes e um tempo de oração e partilha. Na sexta de manhã tivemos um mini-retiro e à tarde fizemos a peregrinação a Nossa Senhora dos Remédios.No Sábado fomos a Nossa Senhora da Lapa , por isso, este tempo foi mesmo muito bom e senti que todas colaboramos foi uma equipa unida, a providência divina não faltou. (Ir.Beatriz)

14 de agosto de 2009


Iluminados pela Fé,
podemos soltar as amarras e fazer-nos
ao mar da vida.
Tu estás connosco...

5 de agosto de 2009